5 projetos de economia criativa para se inspirar

Na semana passada, o blog do Merkaz começou a abordar um assunto muito pertinente para a realidade que vivemos hoje – tanto no meio empreendedor quanto no meio tecnológico: a economia criativa. A discussão sobre projetos de economia criativa e a importância de se empregar as habilidades criativas em projetos lucrativos é um tema que deve ser tratado não só por adultos, mas também com as crianças e jovens que ainda não estão no mercado de trabalho: ter a consciência de que eles podem trabalhar numa rotina ‘informal’ e que ainda gera retorno lucrativo é um dos maiores estímulos que se pode oferecer a um futuro contribuidor do mercado.

Num momento em que a criatividade e a inovação humana são pilares para a construção de empregabilidade criativa e empreendedorismo pessoal, pensar na economia criativa como uma forma de expandir as possibilidades de carreira que nos foram apresentadas. Há 20 anos atrás, você imaginava o que nós seríamos capazes de fazer com celulares? E que as locadoras de vídeo deixariam de existir? E que as pessoas abandonariam bancos físicos para usar agências digitais?

A economia criativa gira em torno destes e muitos outros projetos ricos em ideais que valorizam a criatividade do ser humano e sua capacidade de prover utilidades práticas e objetivas para a população. Confira agora os projetos que separamos para te apresentar neste texto:

 

Escola Perestroika

Unidade de Belo Horizonte da Perestroika

Um projeto de reinvenção do modelo tradicional de escola, a Perestroika nasceu em 2007, fruto do desejo de dois publicitários que estavam cansados de ver a falta de preparo que candidatos a vagas de estágio na área de comunicação tinham. Daí então, resolveram desenvolver cursos rápidos para ajudar essas pessoas, na cidade de Porto Alegre. Muito rapidamente as inscrições se esgotaram; a promoção de novos cursos também teve sucesso e, daí então, o negócio começou a crescer.

Chegando às cidades de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte (além da cidade-natal, Porto Alegre), a expansão rápida e muito popular dos cursos da Perestroika – caracterizados por seus nomes criativos e descolados, com formatos rápidos e funcionais para o mercado – é a base para a geração de cerca de R$8 milhões de faturamento anual. Segundo um dos donos, “a aula deve ter a cara de um encontro com os amigos”, e é justamente assim que as coisas acontecem: na Perestroika, você pode assistir às aulas sentado numa cadeira ou num pufe e ainda tomar uma cerveja, se quiser. Conheça mais clicando aqui.

 

Giral Viveiro de Projetos

Mateus Mendonça, criador do projeto, e Renata Amaral, voluntária orientada pela Giral

Um projeto que começou com três amigos sem capital e apenas com o desejo de compartilhar o conhecimento com organizações sociais, hoje é referência para empresas como a Ambev, Walmart e o Grupo Votorantim. O propósito da Giral é buscar Brasil afora projetos de sustentabilidade e/ou causas sociais interessantes para grandes investidores apoiarem e terem visibilidade. As empresas que os procuram, como as citadas acima, buscam trabalhos para engajar-se, e a tarefa da Giral é oferecer consultoria a esses grupos. O nome ‘Giral’ origina de jirau, que significa apoiar e cultivar alguma coisa até que ela possa se sustentar. Tudo indica que o trabalho deu certo: o que começou com três amigos sem condições de pôr a ideia em prática passou, hoje, a um escritório de três andares, sem estacionamento: é proposital, porque a intenção deles é fazer com que os clientes usem transporte público. Uma baita iniciativa!

 

Vote na Web (projeto da Webcitizen)

Quando começou suas atividades em 2009, a Webcitizen precisava ganhar visibilidade com um projeto popular e que mostrasse às pessoas a que, de fato, ela tinha vindo ao mercado. Foi então os desenvolvedores apresentaram, na primeira edição do TEDx no Brasil, em São Paulo, o Vote na Web. Pensando na falta de engajamento popular com as propostas de leis dadas pelos deputados, a Vote na Web surgiu com uma plataforma que oferece, de forma simplificada, a ‘tradução’ de uma proposta de lei, com opções para os usuários darem sua avaliação de acordo com o que acharam do projeto.

Ao mesmo tempo, todas as reações quanto aos projetos propostos podem ser acompanhadas pelos deputados, que podem fazer alterações ou desistir de suas propostas de acordo com a reação da população – uma forma de deixar o cidadão mais próximo do que acontece na esfera pública do seu país. Além deste projeto, a Webcitizen também desenvolveu o app Política de Boteco, que promove discussões em bares sobre leis que estão em processo de aprovação no Congresso – outra forma de fazer com que círculos de amigos tratem de assuntos que implicam na vida de todo cidadão.

 

Catarse

Pioneiro no conceito de economia colaborativa – também conhecido como crowdfunding no Brasil, o Catarse surgiu em 2011, a partir de uma frustração dos criadores: cansados de verem pessoas engavetando seus projetos por falta de investimentos, decidiram que era hora de dar vida aos sonhos de muita gente. Em 2014, o Catarse chegou a levantar R$8,5 milhões em projetos de artistas, jornalistas, cineastas, pesquisadores, músicos etc. No nosso país, foi a organização que popularizou a criação de outros projetos da economia criativa, e não é à toa que hoje é o maior crowdfunding do Brasil.

Os lucros dos organizadores vêm da taxa de 13% de comissão estabelecida no cadastro de cada projeto no site. Quantos projetos você já deixou de lado por conta da falta de investimento? Use o Catarse para começar as coisas!

 

Bliive

Quanto vale o seu tempo e quanto você está disposto a oferecer dele para outras pessoas? – Essa é uma pergunta que Lorrana Scarpioni se fez quando decidiu criar seu projeto. “Quando você tira o dinheiro de cena e relação fica mais horizontal, não existe mais aquele lance de consumidor e cliente.”

Com base neste ideal, ela criou a Bliive, plataforma que faz valor às ações não pelo dinheiro, mas simplesmente pelo trabalho que cada um tem: a ideia é experienciar trocas de aprendizado gratuitamente. Todo usuário cadastrado recebe cinco moedas, cada uma com valor de uma hora, para ‘comprar’ atividades na plataforma. E todo usuário também pode colocar suas atividades ‘à venda’. O segredo é agendar um horário com uma pessoa que esteja oferecendo uma aula de X assunto – seja sobre culinária, aulas de violão, skate, matemática, revisão de textos, coaching ou qualquer outro assunto. Todo usuário que oferece uma aula, recebe moedas em troca para comprar mais aulas. Resumindo: as pessoas oferecem o compartilhamento de seus talentos e buscam aperfeiçoar suas habilidades de graça, oferecendo apenas uma hora do seu tempo.

 

Pode não parecer, mas muitos projetos de economia criativa são bem mais interessantes do que parecem, não é? Vale a pena explorar cada um deles a fundo, ainda mais pelo fato de que muitos são promovidos pela internet e, gratuitamente.

Este post foi produzido com base em informações colhidas do blog Papo de Homem.

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