O que é empreendedorismo

Nós do blog do Merkaz somos muito gratos pelas diferentes facetas que o universo do empreendedorismo possui hoje: sem elas, seria muito mais difícil trazer conteúdos inovadores e que atraem diferentes tipos de público para falar sobre uma das formas de trabalho que mais cresce no mundo e principalmente no Brasil, que é o país mais empreendedor do mundo.

Desde a expansão das explorações marítimas no século XV, a mercantilização dos produtos começou a se desenvolver na Europa e o comércio deixou de ser algo puro, local. A história contada para as crianças, de viagens dos europeus às índias em busca de temperos, apesar de muito criativa, não deixa de ser verdade: especiarias geraram renda para muitas pessoas. O comércio cresceu desde então e, após três revoluções, adquiriu novas e diferentes realidades ao longo dos tempos.

 

Mais adiante, no século XX, o modelo de carreira progressista, em que uma pessoa ingressava numa empresa na juventude e trabalhava nela até sua aposentadoria, fez com que o número de empreendimentos independentes permanecesse congelado por um determinado período. Investia quem realmente tinha dinheiro para isso – as pessoas com empregos em grandes empresas não tinham a preocupação. Com as crises econômicas e a inserção de módulos digitais no mercado de trabalho, além de novas visões sobre comércio, duas coisas mudaram: (1) o tempo que uma pessoa passa num emprego e (2) o número de pessoas que deixam empregos estáveis para arriscar em negócios próprios.

 

O empreendedorismo no século XXI

Hoje, somos um povo que preza muito mais pelo bem-estar e por negócios com impacto social e pessoal quando comparados com gerações passadas, que visavam produtividade em grande escala e lucros cada vez maiores. Isso não deixa de ser prioridade, é claro, mas a satisfação pessoal tornou-se uma das formas de obter sucesso na carreira. É isso o que faz do empreendedor do século XXI uma pessoa cada vez mais criativa, inventiva e feliz com seu negócio.

Quatro em cada dez brasileiros estão envolvidos com um negócio ou fazem parte da criação de uma empresa. Os dados são de uma pesquisa de 2015 feita pelo GEM [Global Entrepreneurship Monitor] e patrocinada pelo Sebrae.

Olhar para o futuro e estar preparado para mudanças de mercado é característica de quem empreende e obtém sucesso nos dias de hoje. E isso não é acontece só em startups, as queridinhas de quem quer empreender com ideias novas e flexíveis; a tendência acompanha, na verdade, a liquidez das novas tecnologias. Hoje, vivemos acompanhados por pequenas telas digitais, mas quem é que sabe quando será seu fim? Carregar dinheiro na carteira já é coisa do passado para quem usa carteiras digitais em smartphones. Onde chegarão os negócios do futuro?

 

O empreendedorismo do século XXI: formatos

De escritórios compartilhados em coworkings a e-commerces com exportações para o Brasil e o mundo, o século XXI fica marcado por ser uma era em que o empreendedorismo é líquido, rápido e compacto. As grandes corporações ainda têm vez, mas há quem se destaque com equipes muito menores e negócios que causam grande impacto no mercado. Há ainda quem cresça trabalhando com inovação e criatividade, como é o caso dos fundadores da Escola Perestroika, que começou em Porto Alegre e hoje já conta com unidades em quatro regiões do Brasil: projeto que começou em 2008, a Perestroika é um empreendimento de sucesso quando se fala em educação nos tempos modernos, e sua informalidade e os cursos descolados são o que a tornam tão icônica e referência no assunto.

 

Outro formato que merece destaque é o crowdfunding: empresas que dispõe de seu espaço físico ou na web para que outras pessoas exponham suas ideias e recebam doações de N pessoas. Este tipo de projeto é, claramente, um reflexo do mundo compartilhado que vivemos nas mídias digitais. E falar em compartilhamento seria impossível se não citássemos as empresas de transporte particular, por exemplo, que permitem que os usuários viajem com pessoas diferentes, desde que essas estejam em seu caminho. É o caso da Uber, com o serviço Pool. Sustentabilidade em primeiro lugar.

 

O futuro do empreendedorismo

Não se sabe ao certo o rumo que iremos tomar, mas é possível prever que nas próximas décadas o mercado tende a se tornar cada vez mais atento às reais necessidades do consumidor, e também falar mais a sua língua. Muitos dos empreendimentos que conhecemos hoje se tornarão obsoletos. Um exemplo são os próprios supermercados – grandes cidades já possuem serviços de assinatura de hortifrúti, por exemplo.

 

Quando pensamos em formatos, é importante ressaltar que essa discussão não é semelhante àquela de quando surgiram os ebooks, em que muitos choraram o fim dos livros impressos. O que queremos falar é sobre comportamentos, e o quanto eles têm mudado. Um exemplo simples: pergunte para um grupo de pessoas da geração Z sobre quantos deles gostam de falar ao telefone. Seria o fim das ligações? Isso é o que veremos em algumas décadas. Até lá, resta fazer como os empreendedores de sucesso: estar prontos para o que vem por aí!

Categories: Dicas, Empreendedorismo

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